Praticar exercícios traz inúmeros benefícios para o corpo e para a mente. Isso porque são vários os tipos de hormônios liberados na atividade física em sua corrente sanguínea.

A somatória das práticas físicas com essas substâncias, permite a correta execução dos movimentos, melhora os resultados e aumenta a disposição corporal e mental — tudo o que uma pessoa que tem uma vida agitada deseja, não é mesmo?

É disso que trataremos neste post. Interessado? Então, continue lendo para entender quais são os tipos de hormônios liberados durante os exercícios físicos e como eles agem no organismo!

Tipos de hormônios liberados na atividade física

Em primeiro lugar, precisamos entender três conceitos fundamentais. São eles: metabolismo, anabolismo e catabolismo. Tais termos estão completamente relacionados entre si. Isso porque o primeiro deles engloba os outros dois.

Basicamente, o metabolismo é o conjunto de reações químicas ocorridas no corpo, resultando em alguma mudança. No anabolismo, as moléculas utilizadas para produzir novas substâncias que agem no crescimento e na manutenção do organismo são sintetizadas.

Entretanto, no catabolismo ocorre o inverso, ou seja, ele é um processo capaz de quebrar as moléculas que serão usadas pelo corpo.

Bom, agora que esses conceitos já estão mais claros, vamos conhecer os principais hormônios liberados ao longo das atividades físicas e quais são os seus benefícios fundamentais:

Somatotrofina (o hormônio do crescimento)

Também conhecido como GH, esse hormônio aparece em alta concentração, a depender da intensidade da atividade exercida — quanto mais intensa ela for, maior será sua presença no sangue. Quem deseja emagrecer ou manter o peso, gostará de saber que a somatotrofina estimula, diretamente, a queima de gordura corporal (lipólise).

O GH é importante no anabolismo, já que facilita a síntese proteica (construção muscular), e incentiva o crescimento dos tecidos, da cartilagem e dos ossos. Além disso, ele ajuda muito nos treinos, pois diminui o tempo de recuperação entre eles e fortalece os ligamentos e tendões.

A pergunta que não quer calar agora é: como aumentar o nível do GH em nosso corpo? Essa substância, em sua maioria, é secretada durante a noite. Dessa forma, um bom descanso contribui diretamente nos seus resultados na academia.

Adrenalina e noradrenalina

Esses dois hormônios são liberados durante os exercícios muito intensos, preparando o corpo para os grandes esforços que serão realizados na hora que você começar a malhar. Assim, agem em conjunto para aumentar o gasto energético, uma vez que aceleram a queima de gordura. A adrenalina também aumenta a disposição para fazer atividades físicas.

Além disso, esses hormônios propiciam a liberação de glicose e ácidos graxos no sangue, importantes “combustíveis” na realização dos exercícios físicos. Por fim, ainda agem na dilatação dos vasos sanguíneos dos músculos trabalhados.

Substâncias estimulantes, como a cafeína, turbinam o nível de adrenalina no corpo. Entretanto, é importante ressaltar que esses hormônios em excesso no organismo podem ser prejudiciais, causando mau humor, estresse e ansiedade.

Por todos esses benefícios, fica fácil entender a grande relevância de ambos os hormônios para um ótimo rendimento e alta performance, não é mesmo?

Glucagon e insulina

Reguladores do metabolismo dos tecidos do corpo, esses hormônios têm funções que podem ser opostas ou complementares. Isso porque, ao mesmo tempo que a insulina diminui o nível de glicose sanguínea, o glucagon promove o seu aumento.

Ainda assim, ambos favorecem a disponibilidade de glicose no sangue, para que seja usada pelas células dos músculos durante as atividades físicas.

O glucagon atua mobilizando a glicose do fígado, e a insulina intensifica o transporte dela para dentro das células musculares, que ficam ávidas por energia enquanto você se exercita. Quanto mais durar a atividade física, maior também será a liberação do glucagon e menor será a de insulina.

O exercício é importante, pois facilita a captação de glicose e diminui os níveis de insulina, sendo positivo para quem é portador de diabetes.

Endorfina

Por ser conhecido como um analgésico natural, esse tipo de hormônio tem como uma das principais funções aliviar a dor, controlar a ansiedade e diminuir o estresse. Ele é fundamental para quem tem uma rotina corrida e cansativa, mas não quer deixar de ir à academia para manter a boa forma.

Além de produzir uma sensação de prazer e euforia durante o exercício, a endorfina inibe o desconforto e a dor causada pela atividade física, contribuindo para que os atletas consigam chegar o mais longe possível.

Essa substância também deixa a pessoa mais motivada a se exercitar, trazendo uma sensação de bem estar, pois permite que ela sinta os benefícios do exercício exaustivo enquanto ainda o está praticando. Mas, para isso, é preciso se exercitar por, pelo menos, 30 minutos, e com intensidade de leve a moderada.

Cortisol

O cortisol é conhecido como o hormônio do estresse e tem um ciclo circadiano, ou seja, uma duração de 24 horas. Alguns fatores externos, como sono, exercícios e doenças, agem diretamente na liberação dele.

Esse hormônio ajuda a controlar a tensão, reduzir inflamações e atua no funcionamento do sistema imune. A sua concentração varia de pessoa para pessoa. Pesquisadores verificaram que há menos acúmulo de cortisol em pessoas ativas, quando comparado a indivíduos sedentários.

O seu nível aumenta de forma considerável em atividades físicas de longa duração. Se você pratica corridas de longa distância, por exemplo, o ideal é procurar diminuir a liberação do cortisol em outros momentos do dia.

Para isso, é indicado ter uma boa noite de sono e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Também é adequado investir em práticas relaxantes, como yoga e meditação.

Leptina

A leptina é o hormônio responsável pela nossa saciedade, taxa metabólica e massa corporal. Ela ajuda a regular o nosso peso, controlando o apetite e intensificando o uso da gordura estocada em nosso corpo como combustível para ele.

Existem também alguns indícios de que a leptina ajuda na hipertrofia muscular. Dessa forma, comer alimentos ricos em zinco e fazer exercícios físicos regularmente, contribui para aumentar o nível desse hormônio no nosso corpo.

Serotonina

Atua em alguns fatores, como normalização do humor, sono, apetite, desejo sexual, temperatura corporal, sensibilidade à dor, entre outros.

Com ação semelhante à endorfina, a serotonina proporciona uma sensação de bem-estar, contribuindo para que a pessoa que está praticando atividade física tenha maior tolerância ao desconforto.

Ela também interfere na produção de GH e cortisol caso esteja em um nível mais baixo, prejudicando a qualidade do sono e aumentando o estresse.

Conhecer alguns hormônios que são liberados na atividade física nos ajuda a entender melhor o nosso corpo, contribuindo para uma performance superior à habitual durante e depois dos treinos. 

Esperamos que esse conhecimento traga benefícios a sua prática de atividade física. E não se esqueça de fazer aquecimento e alongamento antes de iniciar qualquer série de exercícios, ok?

Gostou de entender quais são e como agem os diferentes tipos de hormônios liberados na atividade física? Então, aproveite para assinar a nossa newsletter e receber mais artigos como este diretamente em seu e-mail!

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